quinta-feira, 2 de junho de 2011
Greve da CPTM é suspensa em São Paulo
Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram suspender a greve e voltarão ao trabalho ainda nesta quinta-feira (2). Segundo os sindicatos que representam os funcionários, os trabalhos devem ser retomados em até uma hora e meia.
A decisão foi tomada após assembleia na sede do sindicato dos ferroviários. Horas antes, o juiz Davi Furtado Meirelles, do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, havia proposto que a paralisação da categoria fosse suspensa e fosse mantido o estado de greve, com a continuidade das negociações. Nesta quinta, a greve completou dois dias, paralisando todas as 89 estações de trem da Grande São Paulo.
Uma nova assembleia dos ferroviários está prevista para acontecer no dia 10. A categoria reivindica um aumento real de 5% (além da inflação) e a companhia oferece um aumento de 3,27%.
Segundo Mário Bandeira, presidente da CPTM, 2,45 milhões de pessoas utilizam as seis linhas da CPTM diariamente. Ele afirmou nesta quinta que não foi possível acionar o Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese), que redireciona algumas linhas de ônibus para o itinerário dos trechos do sistema afetados pela paralisação, por que o Paese só consegue atender pequenos trechos.
MetrôPor conta da paralisação de todas as linhas nesta quinta, o movimento de passageiros no Metrô era intenso no início da noite. Metroviários também reivindicam melhorias salariais. A categoria se reunia na noite desta quinta para decidir se entre ou não em greve a partir da 0h de sexta.
Já os motoristas e cobradores de ônibus do ABC decidiram após assembleia manter a greve na região até sexta. Uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo terminou sem acordo entre os sindicatos patronal e dos funcionários.
Como não houve conciliação, a juíza do TRT responsável pela reunião, a desembargadora Sônia Franzine, fez uma proposta: aumento no INPC de 6,3% mais 1,5% de ganho real, que resulta em 7,8% de reajuste. Foi oferecido também ampliação do vale alimentação em 7,8%. A proposta, que está abaixo da que já havia sido apresentada –e recusada- pela categoria, será levada para a assembleia nesta sexta.
As ruas e avenidas de São Paulo eram afetadas pelas greves. Às 18h50, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava, em toda a cidade, 165 km de lentidão. O pior ponto estava na Marginal Tietê, onde havia 19 km de filas na pista expressa, sentido Rodovia Ayrton Senna.
Metrô Rio é multado em R$ 374 mil por atraso em entrega de novos trens
Acordo previa que novos veículos da China circulassem em agosto de 2010. Decisão da multa foi da Agetransp, em sessão desta terça-feira (31).
A concessionária Metrô Rio foi multada em R$ 374 mil reais, por não ter colocado em circulação, em agosto de 2010, os novos trens adquiridos na China. A decisão, unânime, foi do Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes do Rio (Agetransp), em sessão realizada nesta terça-feira (31).
A Agetransp informou em texto divulgado nesta tarde que considerou “que a concessionária frustrou as expectativas criadas pela colocação em operação dos novos trens, o que representou sério prejuízo às políticas públicas de transporte do Estado do Rio de Janeiro e aos interesses da população”.
Segundo a Agetransp, a entrega dos trens estava prevista no 6º Termo Aditivo ao contrato de concessão, assinado em dezembro de 2007 pela concessionária.
Fonte: G1 RJ
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Participantes de debate cobram plano de transporte e mobilidade para cidade
Em seminário promovido pela Rede Nossa São Paulo, representantes de entidades da sociedade civil e cidadãos reivindicaram também a reinstalação do Conselho Municipal de Transporte
Airton Goes airton@isps.org.br
Um dos principais pontos abordados no seminário “O desafio do transporte público – ônibus e corredores na cidade” foi a necessidade de a capital paulista ter um plano de transporte e mobilidade. Os participantes do debate, realizado nesta quarta-feira (25/5) na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, cobraram da Secretaria Municipal de Transportes a elaboração do plano com a participação da sociedade civil.
Em diversas falas foi lembrado que, por iniciativa da Comissão de Transportes da Câmara Municipal e da Rede Nossa São Paulo, o orçamento da cidade deste ano contemplou a dotação de R$ 15 milhões para que a administração municipal realize os estudos e debates necessários ao plano.
“Gostaríamos que a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Transportes, utilize estes recursos [R$ 15 milhões] para fazer o plano de mobilidade, pois do jeito que está não dá para continuar”, afirmou o vereador Juscelino Gadelha (sem partido), ex-presidente da Comissão de Transportes.
Além da dotação orçamentaria, a secretaria tem à disposição um conjunto de diretrizes para o Plano Municipal de Transportes e Mobilidade Sustentáveis, que foi apresentado pela Rede Nossa São Paulo e outras organizações em setembro do ano passado. Tanto os recursos quanto as diretrizes propostas pela sociedade para o plano foram resultado de cinco seminários realizados em 2010 pela Comissão de Transportes e a Rede.
“O plano está previsto no Plano Diretor de São Paulo, que foi aprovado em 2002”, argumentou Maurício Broinizi, coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo.
Ele, que também integra o Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Urbana da Rede, lamentou a falta de diálogo entre a prefeitura e a sociedade para discutir o tema. “Nós já pedimos há bastante tempo à Secretaria a reinstalação do Conselho Municipal de Transporte, mas não há resposta”, registrou. O conselho já existiu na cidade, mas não está em funcionamento há vários anos.
Ao final do debate, foi realizado um ato público com a leitura do “Manifesto em Defesa do Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentáveis”. O documento foi entregue ao gerente de Projetos Civis e de Sistemas da SP Trans, Gilberto Teixeira, que representou a Secretaria Municipal de Transportes no evento.
Prioridade para o transporte público
Durante o seminário, promovido pelo Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, os participantes também defenderam mais investimentos no transporte público. “O ônibus tem que ter prioridade, pois está transportando mais pessoas”, opinou o consultor de trânsito Horácio Augusto Figueira. Ele sugeriu que os faróis existentes nos corredores de ônibus funcionem em sintonia com a necessidade de dar maior rapidez ao fluxo dos coletivos.
Wagner Palma Moreira, economista do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, também apoiou a ampliação dos corredores de ônibus. O economista, entretanto, criticou o fato de os corredores, na prática, não serem exclusivos para os veículos de transporte coletivo. “Os automóveis invadem e andam nos corredores... ninguém respeita”, lamentou.
Para Marco Sayão Magri, do Movimento Passe Livre, falta um direcionamento político por parte da atual administração municipal, que efetivamente priorize o transporte coletivo. “Hoje, você tem claramente na cidade uma priorização do transporte individual”, criticou.
Magri explicou porque o movimento propõe tarifa zero para a passagem de ônibus. “O transporte coletivo é um serviço público. Imagine se você for a um posto de saúde ou a um hospital e ter que pagar a seringa, o remédio e os outros serviços”, comparou.
Ele informou que, para viabilizar a tarifa zero, o Movimento Passe Livre iniciará uma campanha de coleta de assinaturas de apoio a um projeto de iniciativa popular.
O gerente de Projetos Civis e de Sistemas da SP Trans, Gilberto Teixeira, afirmou que a prefeitura tem se empenhado para melhorar o transporte público e mencionou algumas ações que estão sendo planejadas pela administração municipal com este objetivo.
“Temos 11 projetos que estão em fase de lançamento de edital para início das obras”, relatou. Entre os empreendimentos mencionados por ele estão: o corredor de ônibus da Radial Leste; o corredor de ônibus e o monotrilho que serão implantados em conjunto entre Capão Redondo e Vila Sônia; e a extensão do metrô até o Jardim Ângela.
“Em todos os projetos, os passeios serão refeitos, as guias rebaixadas para facilitar a locomoção e a sinalização melhorada”, garantiu Teixeira – que representou a Secretaria Municipal de Transportes no debate. A maioria das obras previstas será iniciada em 2012, último ano da gestão do prefeito Gilberto Kassab.
As informações do gerente da SP Trans não convenceram Nailton Francisco de Souza, diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo. “A [fala da] prefeitura é sempre assim, no gerúndio: estamos planejando, estamos providenciando, estamos fazendo... mas [o projeto] nunca sai do papel.”
Segundo ele, "a administração municipal sempre tem um monte de projetos, mas colocar em prática é difícil”. Souza aproveitou o debate para denunciar as condições de trabalho dos funcionários das empresas de ônibus. “Somente 39% desses trabalhadores têm acesso a água potável e banheiro”, destacou.
Para comprovar a reclamação, Souza apresentou uma reportagem feita pela TV Globo sobre a falta de banheiros nos pontos finais de ônibus
.
A reportagem exibida provocou um comentário de Maurício Broinizi, integrante do GT Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo: “Para começar a melhorar o transporte na cidade, precisamos primeiro sair da pré-história, pois estas situações [mostradas na reportagem] são inaceitáveis”.
No dia 20 de setembro de 2010, a Rede Nossa São Paulo, em conjunto com diversas organizações, apresentou propostas para um Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentável para a cidade a representantes da prefeitura e do governo estadual.
Entre as principais diretrizes propostas no documento estão:
- Prioridade ao transporte público: enquanto ocorre a ampliação da rede de metrô, implantação nas principais vias da cidade de corredores expressos de ônibus, que possibilitem a ultrapassagem. O documento informa que este sistema poderia ser implantado em 447 quilômetros de avenidas, ao custo total de R$ 9,4 bilhões, para atender 1,2 milhões de viagens por dia. Os corredores seriam integrados à rede de metrô;
- A adequação das calçadas aos pedestres, cadeirantes e a todos os que nelas circulam.A ideia é que haja um plano específico para tornar as calçadas mais acessíveis, que teria como prioridades melhorar os passeios e eliminar as barreiras arquitetônicas que possam representar riscos ou dificultem à circulação dos usuários, especialmente crianças, idosos e pessoas com deficiência. A Secretaria Municipal de Transporte criaria um departamento para construir e fiscalizar as calçadas;
- A criação de um plano de 500 quilômetros de ciclovias, somados a redes complementares nas 31 subprefeituras, e a integração delas com o transporte público;
- O adensamento populacional nas áreas centrais da cidade, que possuem melhor infraestrutura, e estímulo à descentralização de serviços e atividades para os bairros e subprefeituras da cidade – as duas medidas em integração com as políticas de habitação;
- O estabelecimento de metas para cumprir o plano e um programa de educação sobre mobilidade com o objetivo de mudar o comportamento de motoristas, pedestres e ciclistas.
- Participação popular na execução do plano, com a eleição e o funcionamento do Conselho Municipal de Transportes e a criação de uma comissão de acompanhamento do plano.
Como impacto da efetivação das propostas, o documento prevê que 25% dos carros deixariam de transitar na cidade, cresceria o número de usuários da bicicleta como meio de transporte e as emissões de CO2 cairiam em 30%, o que representa 32 mil toneladas a menos por ano.
Manifesto em defesa do Plano Municipal de Mobilidade e Transporte Sustentáveis
São Paulo precisa e pode ter um trânsito melhor, um transporte público eficiente e de ótima qualidade, muito mais ciclovias e ciclofaixas, um ar mais limpo e respirável e melhor qualidade de vida para todos que aqui vivem e trabalham. O trânsito de São Paulo ocupa um tempo precioso de todos os que vivem, estudam e trabalham na cidade.
Não bastasse todo este tempo perdido, ainda ficamos expostos a um trânsito totalmente poluído, respirando gases nocivos que causam inúmeras doenças respiratórias e cardiovasculares, além de tumores e abortamentos, entre outras complicações.
No caso dos acidentes de trânsito, morrem cerca de 4 pessoas por dia na cidade – 43% pedestres, 22% motociclistas, 11% passageiros ou motoristas de autos e 3% ciclistas. E a grande vítima dos acidentes de trânsito são aqueles que estão se locomovendo a pé, o que demonstra a lógica perversa das cidades que priorizam seus espaços e fluxos para os automóveis.
Na tentativa de mudar esse cenário caótico, um grande avanço protagonizado pela sociedade civil foi conquistado no final do ano passado. Em novembro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou recursos na ordem de R$ 15 milhões para o Orçamento 2011 para a execução do “Plano Municipal de Transportes e Mobilidade Sustentáveis”. A proposta foi construída coletivamente por diversas organizações e integrantes do grupo de trabalho de Mobilidade da Rede Nossa São Paulo e pela Comissão de Trânsito e Transportes da Câmara Municipal.
Apesar da aprovação dos recursos pela Câmara Municipal, até o momento nenhuma medida foi anunciada pela Secretaria Municipal de Transportes para que o plano seja concretizado.
Entre as diretrizes para o Plano estão: absoluta prioridade ao transporte público; adequação e acessibilidade das calçadas aos pedestres e deficientes físicos; estabelecimento de metas e um programa de educação sobre mobilidade com o objetivo de mudar o comportamento de motoristas, pedestres e ciclistas; participação popular na execução do plano, com a eleição e o funcionamento do Conselho Municipal de Transportes e a criação de uma comissão de acompanhamento do plano.
Assim, reivindicamos que, urgentemente, os recursos – disponíveis e já liberados – sejam efetivamente utilizados em favor da nossa saúde, da nossa qualidade de vida, da nossa cidade.
Os recursos existem. A cidade necessita. O governo municipal precisa realizar!
São Paulo, 25 de junho de 2011.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Moradores de Salvador criam movimento sobre mobilidade urbana
Grupo é formado por líderes comunitários de bairros periféricos de Salvador. Movimento tem como objetivo discutir mobilidade urbana para além de 2014.
Após encontro promovido pela União das Associações de Moradores e Entidades Representativas das Cajazeiras e Adjacências, realizado nesta segunda-feira (16), líderes comunitários dos bairros de Mussurunga, Bairro da Paz, São Cristovão, Subúrbio e Península Itapagipana, todos localizados na capital do estado, resolveram criar o Movimento dos Bairros pela Mobilidade Urbana (MBM).
O movimento tem como objetivo discutir propostas sobre mobilidade urbana para bairros periféricos da cidade, após Copa de 2014. A proposta é buscar informações sobre o assunto junto aos setores envolvidos na avaliação e desenvolvimento dos projetos para a mobilidade urbana na capital baiana, sobretudo aqueles que serão incluídos no PAC da Copa e PAC da Mobilidade.
“Existe R$ 560 milhões destinados para construção de um corredor na Paralela, que deverá estar pronto antes da Copa e mais R$ 2 bilhões para obras de melhorias de trânsito e transporte”, lembrou Evanir Borges de Araújo, integrante do MBM. “Porém, as comunidades periféricas não conseguiram entender, ainda, como serão beneficiadas. Queremos participar, opinar e defender melhorias para os bairros”, afirma Borges, uma das lideranças de Cajazeiras.
O grupo segue uma agenda de encontros, deixando programado novos debates. Nesta quarta-feira (18) eles farão uma manifestação na Praça Municipal, em frente à Câmara de Vereadores, para coletar assinaturas para um abaixo-assinado.
Na sexta-feira (20), às 20 horas, no Esporte Clube de Periperi eles realizam um novo encontro para debater os projetos de mobilidade para o Subúrbio e Península Itapagipana de Salvador.
Já na segunda-feira (23) eles irão ocupar a Tribuna Popular, na sessão ordinária da Câmara Municipal, às 15 horas. Outros eventos serão agendados com a intenção de abranger todas as áreas da cidade.
Todos os integrantes do MBM afirmam que não aceitarão a implantação de projetos de sonhos, que nunca se tornam realidade. “Tenho um panfleto bonito, distribuído há 12 anos, durante campanha para prefeito, em Mussurunga, onde está escrito que em 2003 a cidade teria metrô funcionando, e os trilhos chegariam até o final da Paralela”, ironizou Reginaldo Ribeiro da Silva, outro integrante do movimento. O metrô de Salvador ainda não foi inaugurado.
Fonte: G1
segunda-feira, 16 de maio de 2011
VLT ou Tramway
VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou Tramway é um sistema que bem atende a oferta de transporte entre o metrô e o trem metropolitano. Necessariamente não precisa de faixa segregada (cercada) para circular (como no vídeo abaixo). Dependendo, entretanto, do grau de segregação e da tecnologia adotada, pode garantir uma capacidade de transporte variável entre 15 e 35 mil passageiros/hora/sentido (como o da foto). É, portanto, um meio de transporte de média capacidade.
Adapta-se perfeitamente ao meio urbano e paisagístico. Adequado para projetos de renovação urbana. Seguro, rápido, confortável e tem movimentos suaves. Compatível com áreas de pedestres, adapta-se muito bem ao meio urbano, com bom apelo estético. Limpo, relativamente silencioso e não poluente. Sobe rampas e realiza curvas inclusive fechadas. Tem ciclo de vida de mais de 30 anos.
Perfeito para ruas e avenidas (mediante instalação de trilhos e rede elétrica aérea) de longa extensão e sem cruzamentos, onde pode circular em corredor próprio, inclusive segregado, com estações abrigadas para os passageiros, condições que não são poucas na cidade de São Paulo, por exemplo.
Acesse o link para ver um vídeo do Tramway
"http://www.youtube.com/embed/XAOQiikUHrA"
Adapta-se perfeitamente ao meio urbano e paisagístico. Adequado para projetos de renovação urbana. Seguro, rápido, confortável e tem movimentos suaves. Compatível com áreas de pedestres, adapta-se muito bem ao meio urbano, com bom apelo estético. Limpo, relativamente silencioso e não poluente. Sobe rampas e realiza curvas inclusive fechadas. Tem ciclo de vida de mais de 30 anos.
Perfeito para ruas e avenidas (mediante instalação de trilhos e rede elétrica aérea) de longa extensão e sem cruzamentos, onde pode circular em corredor próprio, inclusive segregado, com estações abrigadas para os passageiros, condições que não são poucas na cidade de São Paulo, por exemplo.
Acesse o link para ver um vídeo do Tramway
"http://www.youtube.com/embed/XAOQiikUHrA"
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Transporte, desenvolviemnto e qualidade de vida na Vila Prudente
Chico Macena
A região recebeu, em agosto do ano passado, a estação de Metrô Vila Prudente, embora está seja uma conquista importante para a região, o executivo não fez as ações complementares, como adaptação das vias para travessia e acesso ao Metrô e readequação das calçadas que terão maior circulação de pedestre. Toda vez que um equipamento deste porte é instalado, o executivo deve promover melhorias urbanas e fazer avaliação dos impactos, como pólo gerador e atrativo de viagens, além de prevê a valorização dos imóveis e a mudança do perfil sócio-econômico do entorno, e a atração do comércio ambulante no futuro.
O distrito da Vila Prudente recebeu, somente em 2010, 117.940,26 m2 de novos empreendimentos, o que mudará o desenho urbano da Av. Vila Ema, Anhaia Mello, Av. do Oratório e dos quarteirões do seu entorno, duplicando a população, que hoje já é de 125 habitantes/ha. A estimativa de empreendimentos aprovados em 2010, é o dobro que em 2009, o que vai impacta o trânsito da já congestionada Anhaia Mello, e trazer danos ambientais. De acordo com padrão previsto das novas habitações, aumentará as viagens feitas por automóveis na região, aumentando a emissão de poluentes, que hoje já representam 97% das emissões de CO2 e 32% das partículas inaláveis despejadas na via pública.
Se o aumento populacional não vir acompanhado de estrutura urbana, como calçadas, iluminação e asfalto adequado; preservação das poucas áreas verdes existentes e melhorias viárias para o trânsito, os moradores da região sofrerão com os efeitos negativos na sua qualidade de vida.
O governo anunciou a implantação do monotrilho como extensão da Linha Verde do Metrô. Sou contra este modal de transporte, pois ele comprovadamente não atenderá a necessidade da população, ao contrário, nascerá saturado. É fato que a população não irá querer deixar seu carro para enfrentar o aperto e descaso de um transporte onde à população enfrentará problemas maiores, que os já enfrentados com o Metrô.
Segundo a pesquisa Origem e Destino 2007, este trecho demandará cerca de 800 mil viagens por dia, sendo que o monotrilho que tem capacidade somente para 400 mil viagens, ou seja, nascerá saturado e poderá ultrapassar 8 passageiros por m2, que se tem hoje na Linha 2 vermelha (leste) citada como símbolo de desconforto e superlotação.
Além de meios de transporte de massa, é necessária à descentralização das viagens para que as pessoas não precisem ir até o centro da cidade para ter acesso ao emprego, lazer e estudo. Conseguiremos melhorar a mobilidade da região trazendo universidades, empregos, educação e lazer para nossa região. Uma oportunidade de discutir estes temas será com a Operação Urbana Diagonal Sul, que atravessará toda a região da Vila Prudente.
Chico Macena é vereador do PT/SP. É o vice-presidente da Comissão de Política
Zona Máxima de Proteção aos Pedestres
Chico Macena
Apesar dos números absolutos de mortes no trânsito terem diminuído em 1,8% em relação ao ano anterior, 1.357 pessoas morreram em 2010 na cidade de São Paulo. Quase metade são pedestres e uma a cada quatro mortes é provocada por carros. O que o nosso senso comum já sabia é que o número maior de mortes é de motociclistas: 478 mortos, um aumento de 11,7%. A Secretaria Municipal de Transportes anunciou a criação da Zona Máxima de Proteção aos Pedestres (ZMPP), que tem o objetivo de criar uma área modelo de convivência entre motoristas e pedestres.
Tudo indica que será mais um balão de ensaio, outra medida propagandista de pouco efeito prático, pois será implantada na área central, que representa apenas 11% dos atropelamentos, enquanto a periferia, onde os dados mostram aumento de mortes no trânsito, fica sem ações de prevenção.
A Prefeitura deveria priorizar a fiscalização e a educação no trânsito, dotar a cidade de sinalização adequada, faixas de pedestre, principalmente na periferia, onde, nos últimos anos, vem piorando o já precário cenário. Outras medidas, como semáforos em mais cruzamentos e investimento na iluminação das faixas, têm sua eficácia comprovada e por isso também deveriam ser adotadas.
Além de aumentar o número de agentes de trânsito, pois temos apenas um para cada 2.600 veículos. Muitos poderão dizer que isto alimentaria a indústria da multa, visão deturpada pela cultura da infração, pois as 6,9 milhões multas aplicadas não chegam a uma por veículo, certamente inferior ao número de infrações cometidas.
O Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito arrecadou 585 milhões em multas, com 23% do valor arrecadado aplicado em melhorias viárias e 77% destinado à CET. Seria fundamental que tais recursos fossem usados na prevenção de acidentes e educação de trânsito, teria um efeito mais eficaz que a anunciada Zona Máxima de Proteção aos Pedestres (ZMPP).
Chico Macena é vereador do PT e vice-presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo. Esse artigo foi publicado originalmente
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